Paris em notas curtas

Eu adoro Paris mas nas quatro vezes que fui à cidade tive problemas com o sistema de transporte. Até então só com o metrô, principalmente por causa das frequentes greves que param quase tudo. Desta vez foi maior, incluindo atrasos no aeroporto, nas ruas e, claro, no metrô. Orly, ao sul da cidade, está em reformas e teve que ser fechado por 30 minutos no horário do meu vôo. Depois, o descarrilamento de um trem em uma das linhas do metrô a interrompeu e atrasou os trens das demais linhas e deixou o trânsito um caos. O resultado foi um atraso de 4 horas para chegar a casa do meu amigo.

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Mas não é só Orly, a cidade inteira parece estar em obras. Pelas ruas e praças, em vários museus (inclusive o Louvre), no metrô, etc. Várias partes da cidade estão interditadas.

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Pior é que Paris é uma cidade lotada. Tem 14 linhas de metrô, uma monte de linhas de trens urbanos, uma nova linha de tram (metrô de superfície), um monte de linhas de ônibus, sistema de compartilhamento de bicicletas e ciclovias, e mesmo assim está tudo lotado. Gente andando a pé, de carro ou em qualquer um dos meios citados acima é o que não falta. E parece não haver espaço para alternativas. A cidade parece que simplesmente lotou.

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Não entendo praticamente nada de arte. Nunca estudei o assunto, li praticamente nada a respeito e quase não frequento museus de arte. Dito isto, eu nunca tinha reparado que os pintores ocidentais em geral foram bem conservadores. Pelo menos nestes museus mais famosos, Louvre, Orsay, Hermitage, DC National Gallery of Art, etc., as provocações são sempre sutis, subjetivas, escondidas em simbolismos. Mas o que dizer então desta pintura de Courbet, de 1866, L’Origine du monde ("A Origem do Mundo"), exposta no Musée D'Orsay:

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Até hoje ela parece provocar. Fiquei reparando a reação das pessoas que chegavam no salão onde a tela estava exposta. O misto de surpresa e constrangimento estava presente no semblante de quase todas. Isto ficava evidente para mim no sorrisinho de canto de boca delas e no fato de que ninguém olhava para a tela por muito tempo. As outras no mesmo salão mereciam minutos de atenção, esta apenas poucos segundos.

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O Musée D'Orsay é um belo de um museu. Só o prédio por si só vale a visita mas as dezenas de obras impressionistas fazem jus a sua fama.

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E a França deve ser o país com a melhor comida do mundo. Sério. E Paris tem uma concentração de bons restaurantes que vi em pouquíssimas cidades. Quase toda rua no centro tem um monte de restaurante e todos os que experimentei até hoje foram excelentes. E todos têm também pelo menos uma marca de boa cerveja Belga para complementar o cardápio: Leffe, Chimay e Karmeliet estão entre as minhas favoritas.

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Nunca vi tanta mulher fumando. Na França em geral as mulheres parecem fumar mais que os homens. E como agora é proibido fumar em locais fechados no país, fica mais evidente ver pelas ruas quem está fumando. É mais incômodo também.

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Apesar do cigarro, a melhor forma de conhecer Paris é caminhando. A cidade está longe de ser só os monumentos, museus e igrejas famosas. Cada cantinho tem uma loja, um restaurante, uma galeria de arte ou algo que o valha que vai chamar sua atenção. É também o único jeito garantido de você chegar ao seu destino sem correr o risco de ficar sem transporte por causa de greve, obras, atrasos, acidentes. etc. A não ser que você queira entrar em greve também num café da cidade. :)

Contra o dia mundial sem carro; mas a favor das bicicletas

Eu sei que o dia mundial sem carro foi mês passado mas ainda assim acho válido o assunto. Melhor dizendo, tanto melhor que eu não esteja falando disto no 'dia' em questão já que vou me manifestar contra este tipo de bobagem. Sim, eu acho que estes dias especiais (dia da paz, dia de apagar a luz, dia de atravessar a rua na faixa, etc.) atrapalham mais do que ajudam. No caso do dia mundial sem carro, vejo pelo menos dois problemas:

  1. Quem adere a este tipo de movimento pode ficar com a sensação de dever cumprido e que a parte dele (ou dela) está feita. Ou seja, a pessoa pode se sentir satisfeita por ter protestado por 1 dia no ano e achar que isto é suficiente para mudar o comportamento da sociedade e estimular políticas públicas em prol do transporte coletivo e das bicicletas;
  2. Para quem não participa e vê aquele monte de bicicleta agrupada no meio da rua, este dia é uma irritação adicional. Ou seja, o dia pode acabar servindo para encorajar ainda mais um possível conflito que existe entre ciclistas e motoristas. Assim, estes motoristas podem acabar sendo ainda mais desincentivados a trocar o carro pela bicicleta.

Eu enviei estes dois pontos para a lista de discussão do movimento Bicicletada em Vitória-ES e tive uma resposta. Foi só uma mas achei muito boa:

"Concordo em grau, número e gênero.

Desde o princípio deixo bem claro que o lance de pedalar em grupo pra mim é diversão, o resto não me interessa. Talvez se o movimento tivesse uma outra tendência, de manifestações mais marcantes e intervenções reais nessas obras faraônicas feitas pela PMV [Prefeitura Municipal de Vitória], teria um sentido maior. Claro, desde que seja de uma forma que não espante nenhum pai de família que porventura quisesse participar com seu filho.

Praticamente todos que vão ao encontro já pedalam no seu dia-dia e enxergam a bicicleta como meio de transporte viável pois a utiliza. Deveríamos pensar numa maneira de trazer carrocratas ao movimento, ou no mínimo gerar sensibilização àqueles que estão indiferentes. Também não acredito que panfletagem seja bacana tendo o motorista como público alvo. Para este, receber um papel pela janela do carro é algo rotineiro e sem importância.

O motorista padrão quando vê uma notícia dessa de dia mundial sem carro na TV logo pensa que "amanhã o trãnsito estará beleza" , então, complementando o raciocínio do colega cujo email estou respondendo, seria como se estivéssemos fazendo um favor pra eles. Acredito que esta seja uma data simbólica muito importante, mas no contexto de uma sociedade terceiro-mundista indidualista e em final de campanha de ano eleitoreiro, deveríamos ser muito mais criativos se quiséssemos chamar algum tipo de atenção."

O que fazer? Eu acho difícil que uma mudança drástica ocorra sem uma ação direta de uma prefeitura no trânsito. Pois atualmente estamos num ciclo vicioso: motoristas andam de carro porque o transporte público é ruim e não há ciclovias, e as prefeituras não investem em transporte público e ciclovias porque não há quem as utilize. Acho muito difícil que os motoristas mudem por conta própria. Copenhague, por exemplo, mudou com iniciativas da prefeitura para tentar conter a crise do petróleo nas décadas de 70 e 80. No Brasil, ao contrário, inventamos o carro movido a álcool!

Como disse em outro post sobre este assunto, só quando usar carro passar a se tornar algo extremamente caro, aí é que as pessoas passarão a procurar alternativas.

O preço da banda larga no Brasil

Este post é para aqueles que acham a Internet (e o setor de telecomunicações no Brasil) uma maravilha, e atribuem o sucesso às privatizações. Dia desses, na França, reparei no seguinte cartaz oferecendo um pacote promocional de TV + Internet banda larga + telefone:

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Repare bem: Internet de 100 mbps + TV a cabo + telefone por EUR 34,90/mês nos primeiros 12 meses de contrato. Em reais hoje, isto significa R$ 79,13 /mês.

Agora compare com serviços no Brasil: O Speedy de 4 mbps custa R$ 89,90/mês. O plano de telefone + Internet de 3 mpbs da GVT custa a partir de R$ 109,00/mês. E o Velox [pdf] (da Oi) de 2 mpbs sai por R$ 79,90. Antes que você venha com o argumento que a Internet nos países desenvolvidos é mais barata porque eles tiveram mais tempo para investir em infraestrutura e bla bla bla, dê uma olhada então nos preços na Índia, país que também passou por um processo de industrialização tardia e, como o Brasil, só abriu o setor de telecomunicações no começo da década de 90. Na Airtel [en], um plano que inclui telefone e banda larga de 2mbps varia entre R$ 26,00 e R$ 49,00 dependendo dos limites desejados.

Finalmente, recomendo o excelente texto do jornalista Sérgio Leo que arremata com perfeição o assunto. Segue um trecho:

Agora, tenha a curiosidade de consultar os serviços de proteção ao consumidor. Quem está nas cabeças, como péssimo prestdor de serviços à população? Ora, quem diria, as companhias de telefonia. Qualquer um que precisou trocar de linha, substituir o telefone, queixar-se de contas erradas sabe disso muito bem. Isso sem falar no próximo salto tecnológico, a banda larga, para o qual as empresas privadas teoricamente, deveriam estar bem mais preparadas. Se a telefonia fosse ainda estatal, esse problema estaria sendo jogado na conta do Estado. Como não é, é assunto tabu entre os profetas da privatização.

Não pare seu carro ao lado de obras; Acidentes acontecem

Tinha quase me esquecido de publicar estas fotos. São de maio de 2010 quando estava em Mälmo, sul da Suécia. Eu andava pelas ruas do centro histórico quando me deparei com um acidente inusitado: uma placa de madeira havia despencado em cima de um carro Volvo aparentemente novo. Agora se a obra por si só não estava evidente ao motorista, a placa bem que deveria ser suficiente para informá-lo que, ali, acidentes poderiam acontecer a qualquer momento. Deu no que deu...

(download)

A quebra do mecanismo de proteção do blu-ray e a inevitável pirataria

No dia 26 de setembro o jornalista Pedro Doria publicou em seu blog um post comentando a quebra do mecanismo de proteção dos tocadores de blu-ray, que permitem a reprodução de filmes armazenados em altíssima definição. Mas o Pedro, para mim, errou o ponto central na questão da pirataria. Ao final do seu texto ele afirma que "a indústria se protegeu por alguns anos, mas rodou justamente no momento em que vídeo em alta definição começa a se tornar popular." O que parece indicar que foi uma coincidência o fato da quebra da proteção ter ocorrido neste momento.

Mas não acho que tenha sido coincidência. É, ao contrário, consequência. E é historicamente assim porque a popularidade de uma tecnologia que envolve informação sempre irá atrair gente interessada em compartilhá-la livremente. Informação, por definição, quer ser compartilhada. É de sua natureza porque seu valor aumenta na medida em que mais pessoas tem acesso a ela. E este é o ponto central de toda esta discussão em torno da pirataria. O ponto que a indústria também ainda não entendeu. Pior, por não entender, fica criando estes mecanismos de proteção que ao invés de ajudar a combater, estimulam a pirataria. O caso é mais óbvio com jogos.

Os jogos mais populares e caros tem todo um sistema complexo de proteção contra cópia. É tão intricado que possui uma série de efeitos colaterais, a ponto de reduzir a performance do computador onde é instalado. Alguns chegam a ter quase o comportamento de vírus. Veja por exemplo isto aqui: http://www.glop.org/starforce/. O resultado são campanhas de boicotes e um aumento da pirataria de certos jogos. Assim, é inevitável que a pirataria ocorra mas mecanismos de proteção fazem com que a mesma aumente.

A França se rendeu ao Brasil; Falta só a grande imprensa brasileira

Na França, em muitas bancas de revista, o Brasil estava em destaque semana passada. Foram nada menos que 4 publicações. 3 revistas e um jornal que publicaram matérias especiais sobre o Brasil. Duas revistas do Le Monde: Là où le Brésil va... e Brésil, Un Géant S´impose; uma outra chamada Les inrockuptibles trazia o Lula na capa; e uma matéria de capa do Lula no Le Figaro (o original aqui, para assinantes, e aqui a matéria da BBC Brasil).

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Comprei e li boa parte da revista Brésil, Un Géant S´impose. É muito boa e equilibrada. Cobre todas as conquistas do governo atual, fazendo as ressalvas necessárias. Eu planejava detalhar melhor mas o Diego Viana no blog Amálgama fez isto de maneira muito melhor do que eu poderia:

Em Roissy, para esperar a decolagem, comprei o suplemento do Monde dedicado ao Brasil. Não terminei a leitura, mas já pude constatar que é melhor do que o número semelhante do Point, publicado há coisa de três meses, em que pesem números bastante desatualizados e o recurso a fontes pouco confiáveis. Lá estão os inescapáveis elogios ao desempenho econômico do país; uma matéria sobre Eike Batista – parece que os gringos têm fixação pelo “Sr. X”; um arrazoado de opiniões sobre Lula, o indivíduo, não a figura histórica; trechos da carta de Caminha, de Zweig e de Gilberto Freyre; e por aí vai, até o gran finale em que Fernando Henrique Cardoso tenta puxar a sardinha para o seu lado.

Resumindo, é mais uma manifestação internacional do reconhecimento ao momento brasileiro, mas temperada com ressalvas, em geral, muito pertinentes: a recusa em punir os tiranos de 64-84, torturadores em particular; o custo-Brasil, com destaque para a burocracia, simbolizada por excrecências tipicamente nossas, como a “firma reconhecida” e a “cópia autenticada”; a desigualdade persistente, a baixa qualidade da educação básica e, sobretudo, as amarras de uma constituição prolixa. Em todo caso, a conclusão geral é muito positiva. Pinta-se o retrato de um Brasil que encontrou o caminho para enfrentar e debelar seus maiores problemas. No julgamento da equipe francesa, não é uma ascensão fictícia.

Já a revista Les inrockuptibles espalhou cartazes por todas as grandes cidades da França. Em algumas estações de metrô dava para ver um Lula gigante e sorridente. Na mesma revista, uma das matérias pode ser lida online, a "Brésil: Et c'est ainsi que Lula est grand". Algo como "Brasil: E está tudo tão bem quanto Lula é grande". A matéria destaca a popularidade de Lula, suas habilidades como governante e líder popular, e algumas das realizações de seu governo.

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(Lula no Metrô de Paris. Fonte: Opera Mundi)

Sobre o jornal Le Figaro (de direita, diga-se), o que acrescentar à afirmativa que "Lula foi o presidente que modernizou o Brasil"? Uma pena ter que ver este reconhecimento vindo de fora primeiro e não de nossa grande imprensa de maneira geral. Gostaria muito de ver no Brasil mais análises tão balanceadas como fez o Le Monde. Nossa grande imprensa se recusa a reconhecer de maneira afirmativa as conquistas do governo e quase sempre o faz só quando é destaque lá fora. Uma pena.

A Sabedoria do Povo

Achei sensacional o comentário que transcrevo abaixo, publicado no blog do Idelber:

Dilma vai ganhar a eleição simplesmente porque o povão não está nem aí pra esse moralismo pequeno burguês. Alienação? Não, sabedoria.

O povo sabe que existe corrupção, que sempre existiu e sempre existirá. Sabe que quem exerce o poder é tentado a tirar proveito próprio desse exercício, e muitos não resistem à tentação. (Na realidade, o povão nunca acreditou no discurso moralista do PT. E com razão, porque confia muito mais no conhecimento empírico que possui da natureza humana do que em discursos cheios de boas intenções.) Está com Lula e seu governo não pela sua retidão moral ou pelos seus austeros métodos de administração, mas pela percepção de que é um governo que lhe proporcionou uma maior participação na distribuição da riqueza do país. Sabe que os defeitos que lhe imputam, verdadeiros ou não, não comprometem essa participação, e são defeitos comuns a todos os governos. Sabe que a perfeição não é coisa desse mundo, e existe apenas na cabeça de idealistas ou no discurso de hipócritas oportunistas. E sabe, por fim, que quem possui qualidades para exibir não se preocupa em inventar defeitos nos outros.

Dilma deve prosseguir exibindo as qualidades do goveno Lula, ignorando olimpicamente o latido da cachorrada. E vai massacrá-los nas urnas.

Depois, o acerto de contas. Temos que tratar de regulamentar o exercício da liberdade de imprensa. Assegurar direito de resposta imediato. Impor indenizações pesadas para os abusos. Garantir o contraditório. Acho que é uma agenda necessária e urgente.

Abraço
Adroaldo

O Adroaldo conseguiu sintetizar de maneira simples e objetiva o que venho dizendo a tempos: Corrupção sempre existiu e sempre existirá, e não deve servir de base para comparar nenhum governo. Nenhum. Escrevi extensamente sobre o tema (embora estou muito longe de achar que o exauri) em um post anterior, do qual transcrevo dois parágrafos:

(...) Não estou dizendo que devemos aceitá-la. Corrupção se previne, combate e pune, claro. Mas mesmo assim ela continuará existindo. Em Teoria de Jogos, a corrupção ocorre, por exemplo, quando os agentes (ou jogadores) conseguem burlar os mecanismos de um jogo e lucrar mais assim. Num jogo cujo objetivo é puramente maximizar os lucros, os jogadores sempre tentarão tomar ações com este objetivo em mente; e se for possível fazê-lo roubando ou mentindo, pouco importa. Na República de Platão (III, 361d), Glauco já se referia a tais possibilidades ao dizer que "não se deve querer ser justo, mas parecê-lo". Glauco também cita a garantia de impunidade como uma das origens da corrupção.

Por isto as teorias se desenvolveram ao longo da história prevendo mecanismos de controle e de outros incentivos que não apenas o lucro. O objetivo era evitar, por exemplo, situações do tipo encontrado em jogos de soma zero, onde para um ganhar o outro tem que perder. Infelizmente, como bem diz o vencedor do Nobel de Economia, Douglass North (1990, p. 108), "(...) até nos casos onde o framework institucional contribui para capturar mais ganhos com comércio em relação a frameworks passados, ainda assim vão existir incentivos para trapaças, passageiros clandestinos, etc. que contribuirão para as imperfeições do mercado. Dadas as características comportamentais dos seres humanos, simplesmente não há nenhuma forma de se elaborar instituições capazes de resolver os complexos problemas inerentes às transações e ao mesmo tempo se ver livre de incentivos incompatíveis."

Então por favor parem de falar que não devemos votar no candidato A ou B porque um é mais corrupto que o outro. Estes crimes devem ser punidos na justiça e as realizações e propostas de cada candidato é que devem ter peso maior na hora do voto.

Mudando a casa do blog

Mais uma mudança no blog. Agora maior do que as outras. Estou deixando de lado o Wordpress e migrando para o Posterous. Pelo menos este é o plano. Como já paguei por um ano de hospedagem, o domínio www.laedevolta.com.br continua. Por isto o blog por enquanto terá posts duplicados, publicados tanto no endereço original quanto no novo, em http://laedevolta.posterous.com/.

Por que escolhi mudar para o Posterous? Eu expliquei detalhadamente em inglês, aqui. Resumindo, é que o Posterous é muito mais fácil de usar e configurar, e não tem a chateação das atualizações que o Wordpress e seus plugins exigem o tempo todo.